arqa—Arquitectura e Arte Contemporâneas — Portuguese Contemporary Architecture and Art Magazine

Dossier

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CORONAVÍRUS UM DESAFIO PARA A ARQUITETURA

Por: Fernando Hipólito Phd Arch UPC-ETSAB Professor Associado da FAA-ULL

A modernidade foi, acima de tudo, uma proposta de novos modos de habitar, enquanto resposta social. As tipologias modernas propuseram espaços eficientes para as famílias, onde a salubridade, os hábitos de higiene, a preparação de alimentos, os espaços comuns e os espaços privados ganharam novas formas e organizações. A par com uma alteração profunda na linguagem arquitetónica, que abandona definitivamente a herança clássica, resultado também de toda a aventura estrutural que se inicia principalmente na Idade Média, através do Gótico, até à arquitetura do ferro e do vidro, é esta modernidade que atravessa todo o século XX, persistindo até aos dias de hoje. Para a sua estruturação, não podemos deixar de referir a importância de todas as vanguardas artísticas e culturais de início do século passado, que eficazmente contribuíram para um olhar abstrato sobre a realidade, o qual permitiu a legitimidade do conceptualismo artístico e criativo atual, entendendo-se assim, esta modernidade, já como superada. Esta pequena introdução, serve apenas para contextualizar, e muito brevemente, o que antecedeu à situação atual, sendo que a arquitetura é, e será sempre, o resultado de uma reflexão sobre o momento atual, com o objetivo único de encontrar soluções para que todos vivamos melhor nesta Terra. E, verdadeiramente, os arquitetos nunca tinham pensado que a mudança de paradigma da criação arquitetónica, enquanto relação entre espaço e forma, pudesse ter origem numa questão de saúde pública, de pandemia mundial, nem antes, nem agora. E é isso que é verdadeiramente desafiante. Os nossos modos de habitar o espaço privado e o urbano, as casas e as cidades – até porque nos meios rurais, por questões demográficas, a pandemia é mais controlada – alteraram-se profundamente, e nada vai voltar a ser como era. O arquiteto, enquanto pensador, enquanto intelectual que reflete sobre tudo o que o rodeia, tem hoje, à sua frente, um mundo extremamente desafiante, isto apenas e porque um vírus proveniente de um mercado numa cidade chinesa se propagou cruelmente sobre o mundo. De início, e a partir das novas necessidades privadas, seja do indivíduo ou dum conjunto de indivíduos (o núcleo familiar), iniciar-se-ão soluções tipológicas e espaciais para estarmos confortáveis e felizes em épocas de confinamento, que suponho possam vir a suceder-se com regularidade. As nossas moradas, vulgo casas, passarão a ser palco, verdadeiramente preparadas para suportar funções diversas, que passarão pelo teletrabalho, aulas por videoconferência ou telescola, prática de exercício físico indoor, preparação e reciclagem de alimentos, recolha de lixos, produção hortícola privada, espaços privados para desconfinamento “interior”, entre tantas outras atividades que, certamente, serão realizadas nos nossos espaços privados. Este vírus não escolheu raças nem classes sociais. E, neste sentido, puramente sociológico, caberá definitivamente aos arquitetos refletir e inventar soluções adequadas para todos, que se iniciarão nos espaços privados para, certamente, se expandir a todos os territórios, urbanos e rurais. Desde atuando sobre a arquitetura que existe, como propondo modelos totalmente novos. O coronavírus tornou-se, sem dúvida, a maior mudança no modo como nós, humanos, vivemos desde a II Guerra Mundial, pois alterou profundamente as nossas vidas, os nossos hábitos e rotinas, devolvendo para a arquitetura a grande responsabilidade de encontrar soluções para novos modos de habitar. Este foi o desafio lançado a estes alunos finalistas de arquitetura: criar um abrigo ideal para eles próprios, em tempos de confinamento por pandemia, apresentando uma reflexão e adequação pessoal, enquanto exercício experimental de investigação teórico-prática na disciplina de Projeto, de 5º ano.

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